Na vida há momentos em que nos vemos rodeados de dúvidas, incertezas, de momentos de loucura e momentos de vácuo. Este é um blog sobre esses momentos. Nota: É possível que se encontrem aqui fusões entre profissional e pessoal. É também possível que se encontrem textos de ficção sem aviso para tal, e vv, o que pode tornar a leitura deste blog algo confusa, por não se entender o que é realidade e o que é inventado. Considere-se avisado.
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sábado, 27 de março de 2010
domingo, 15 de março de 2009
Estou com um problema grave de saúde mental.
Não, ainda não pifei o meu último neurónio, nem tive pensamentos suicidas ou depressivos, nem acho que sou a gaja mais feia ou a mais gira do mundo (desde que entrei pela ultima vez no cabeleireiro tem sido muito mais complicado olhar-me ao espelho mas enfim, ainda não tou a tomar xanax para isso).
O meu problema é muito mais grave que isso.
EU ESTOU COMPLETAMENTE VICIADA EM COMIDA!!! Apesar de ainda caber nas minhas calças nº 32, a situação está a tornar-se complicada. Não, também não sofro de anorexia nem de bulimia. PELO CONTRÁRIO. A situação é tão preocupante que eu saio do quarto para ir à balança ver se já passei do peso LIMITE (aquele número redondinho a que uma gaja nunca quer chegar.) e viro para a direita para descer as escadas e ir directa para a cozinha, em vez de virar à direita para a balança.
Por isso, tomei uma decisão. Já que não estou minimamente preocupada em ficar um pote de banhas e celulite (que vai ficar lindo com os meus bikinis XS) irei colocar aqui toda a porcaria que comi durante o dia. E mais vale começar com o dia de hoje, porque nem vale a pena mencionar o que comi nos dias que passaram.
Ora bem:
Comecei o dia com um pacotinho de leite de chocolate (versão sem lactose - não light portanto) e umas tostas torradas com uma camada de uns 4 milimetros de manteiga no mínimo.
Como saí para o supermercado, não comi nada entretanto.
Cheguei a casa pelas 13h e comi imediatamente uns 5 pedaços de chocolate (tipo aqueles que metem nos cafés) e umas 4 bolachas de chocolate.
Uma hora depois almocei um prato de sopa e um rissol de camarão (enquanto sonhava com a pizza de 4 queijos que comi no jantar do dia anterior) e mais uns 2 chocolates. Subi.
Passados uns 20 minutos desci novamente e fui directa para a latinha do sortido de bolachas, de onde surripiei umas 4 bolachas variadas (todas mega-calóricas)
Passado menos de uma hora desci novamente e comi uma banana e umas 4 fatias de queijo.
Uma hora depois, desci novamente e comi mais bolachas de chocolate.
10 min depois desci e comi 2 fatias de salame de chocolate. Quando me ia embora dei de frente com um chocolate Crunchie (a minha paixão dos chocolates - que ainda por cima está em vias de extinção)
ainda há 20 minutos atrás subi, depois de ter atacado 5 triangulos La Vache Que Ri e 4 torradas mergulhadas em manteiga e mel.
Mal acabei de comer, deu-me vontade de pegar nos Special K de Iogurte e comê-los mesmo assim, mas resisti e subi.
São 19.30 :]
Tenho que começar a ir correr para o paredão. Agora que não há a desculpa do frio e da chuva e do escuro......................................
Não, ainda não pifei o meu último neurónio, nem tive pensamentos suicidas ou depressivos, nem acho que sou a gaja mais feia ou a mais gira do mundo (desde que entrei pela ultima vez no cabeleireiro tem sido muito mais complicado olhar-me ao espelho mas enfim, ainda não tou a tomar xanax para isso).
O meu problema é muito mais grave que isso.
EU ESTOU COMPLETAMENTE VICIADA EM COMIDA!!! Apesar de ainda caber nas minhas calças nº 32, a situação está a tornar-se complicada. Não, também não sofro de anorexia nem de bulimia. PELO CONTRÁRIO. A situação é tão preocupante que eu saio do quarto para ir à balança ver se já passei do peso LIMITE (aquele número redondinho a que uma gaja nunca quer chegar.) e viro para a direita para descer as escadas e ir directa para a cozinha, em vez de virar à direita para a balança.
Por isso, tomei uma decisão. Já que não estou minimamente preocupada em ficar um pote de banhas e celulite (que vai ficar lindo com os meus bikinis XS) irei colocar aqui toda a porcaria que comi durante o dia. E mais vale começar com o dia de hoje, porque nem vale a pena mencionar o que comi nos dias que passaram.
Ora bem:
Comecei o dia com um pacotinho de leite de chocolate (versão sem lactose - não light portanto) e umas tostas torradas com uma camada de uns 4 milimetros de manteiga no mínimo.
Como saí para o supermercado, não comi nada entretanto.
Cheguei a casa pelas 13h e comi imediatamente uns 5 pedaços de chocolate (tipo aqueles que metem nos cafés) e umas 4 bolachas de chocolate.
Uma hora depois almocei um prato de sopa e um rissol de camarão (enquanto sonhava com a pizza de 4 queijos que comi no jantar do dia anterior) e mais uns 2 chocolates. Subi.
Passados uns 20 minutos desci novamente e fui directa para a latinha do sortido de bolachas, de onde surripiei umas 4 bolachas variadas (todas mega-calóricas)
Passado menos de uma hora desci novamente e comi uma banana e umas 4 fatias de queijo.
Uma hora depois, desci novamente e comi mais bolachas de chocolate.
10 min depois desci e comi 2 fatias de salame de chocolate. Quando me ia embora dei de frente com um chocolate Crunchie (a minha paixão dos chocolates - que ainda por cima está em vias de extinção)
ainda há 20 minutos atrás subi, depois de ter atacado 5 triangulos La Vache Que Ri e 4 torradas mergulhadas em manteiga e mel.
Mal acabei de comer, deu-me vontade de pegar nos Special K de Iogurte e comê-los mesmo assim, mas resisti e subi.
São 19.30 :]
Tenho que começar a ir correr para o paredão. Agora que não há a desculpa do frio e da chuva e do escuro......................................
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PROBLEMAS PSICOLÓGICOS
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Um dia o sol nasce e vemos que apesar de termos virado o nosso mundo de pernas para baixo, o que conta é aquela coisa que não agrada ao outro, mesmo que tenhamos razão.
E é por isso que, cada vez mais, estas palavras parecem mais certas no meu coração:
Adeus tristeza,
até depois.
Digo-te triste por saber
Que entre os dois..
Não há mais nada a fazer
ou conversar...
chegou a hora de acabar.
Na vida, ensinaram-me três coisas:
- Não existem principes encantados
- Ninguém merece que deixemos de ser quem somos para os agradar
- Tudo tem um fim: As coisas boas, e as más.
Como as boas já acabaram há muito, espero que não falte muito para as más acabarem também, e um dia eu poder voltar a ser eu... e a sorrir.
Porque o que tenho para dizer hoje é two can play that game. Porque eu sei que tudo aquilo que eu já fiz dá-me margem para exigir um bocadinho sempre que não fizeres aquelas pequeninas coisas que são o mínimo que podes fazer. E por isso, eu fico na minha.
E se é assim, assim será.
Ps - Desculpem a minha ausência, tem sido complicado vir cá...
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Teimosia: Defeito ou Qualidade?
Quando numa entrevista me perguntam quais os meus defeitos, sei sempre apontar vários. O pior é dizer qualidades. Mas há um defeito em especial, que aliado aos outros todos, chega mesmo a ter consequências desastrosas: Sou teimosa. Excessivamente teimosa. Irritantemente teimosa. Com razão na grande maioria dos casos claro :D
Bom. Digamos que quando eu acho uma coisa, quando penso que algo funciona de forma y e não de forma z, nada me demove daí. Mas não considero que seja estupidamente teimosa, sem razão e sem fundamento. Eu informo-me bem informada antes de insistir irritantemente na minha opinião. Informo-me porque não gosto de não saber algo. De estar errada. E as pessoas ficam irritadas comigo. Chegam mesmo a ter de mim uma opinião muito simples: de que eu não admito que estou errada, que tenho a mania que tenho sempre razão, e que mesmo que todas as teorias apontem contra mim, eu bato o pé e não admito. Isso não é verdade, quando vejo que estou tremendamente errada, admito.
Vamos dar dois exemplos muito simples e demonstrativos.
Há uns tempos que comecei duas discussões. Duas lutas pela razão. A primeira acabou em poucos segundos. A segunda durou uns meses.
A minha primeira luta pela razão começou com a minha maquineta de ferver água (é chaleira que se chama?). A maquineta tem um filtro e eu discuti por alguns segundos com as pessoas que estavam à minha volta, dizendo que a água fria se deveria pôr pelo filtro e os restantes presentes diziam o contrário. Eu insisti, até que uma das pessoas me disse que caso eu pusesse através do filtro, as impurezas da água ficariam na rede e quando deitasse a água na chávena, elas iriam com ela. Depois compreendi que a ideia não era proteger a máquina das impurezas como eu estava a considerar, e sim proteger as pessoas delas, pois caso as impurezas entrassem na máquina, esta destrui-las-ía pela fervura. Senti-me envergonhada e estúpida, mas admiti.
A segunda foi uma longa e dura luta pelo significado de billions e biliões. Toda a gente insistia que era o mesmo, e eu insistia fervorozamente que havia uma diferença de zeros, que não se tratava de uma mera tradução ingles-português e vice-versa. Trabalhos foram traduzidos como se tratasse da mesma palavra, erros foram cometidos, e eu sempre a reclamar (devem-me ter chamado tantos nomes... ahah =P).
Num dia desta semana esbarrei com um artigo do Expresso que confirmava a minha absoluta razão. Um Billion vale menos que um bilião. Um billion equivale a mil milhões e um bilião a um milhão de milhões (cheguei a ter que convencer colegas de que mil milhões não eram a mesma coisa que um milhão de milhões).
É caso para dizer: Ser teimoso até pode ser uma qualidade. Somos odiados, falhamos muitas vezes, mas ao menos vemos o que os outros deixam passar! Mais vale insistir e estar enganado que assumir a primeira coisa que nos passa à frente!
Bom. Digamos que quando eu acho uma coisa, quando penso que algo funciona de forma y e não de forma z, nada me demove daí. Mas não considero que seja estupidamente teimosa, sem razão e sem fundamento. Eu informo-me bem informada antes de insistir irritantemente na minha opinião. Informo-me porque não gosto de não saber algo. De estar errada. E as pessoas ficam irritadas comigo. Chegam mesmo a ter de mim uma opinião muito simples: de que eu não admito que estou errada, que tenho a mania que tenho sempre razão, e que mesmo que todas as teorias apontem contra mim, eu bato o pé e não admito. Isso não é verdade, quando vejo que estou tremendamente errada, admito.
Vamos dar dois exemplos muito simples e demonstrativos.
Há uns tempos que comecei duas discussões. Duas lutas pela razão. A primeira acabou em poucos segundos. A segunda durou uns meses.
A minha primeira luta pela razão começou com a minha maquineta de ferver água (é chaleira que se chama?). A maquineta tem um filtro e eu discuti por alguns segundos com as pessoas que estavam à minha volta, dizendo que a água fria se deveria pôr pelo filtro e os restantes presentes diziam o contrário. Eu insisti, até que uma das pessoas me disse que caso eu pusesse através do filtro, as impurezas da água ficariam na rede e quando deitasse a água na chávena, elas iriam com ela. Depois compreendi que a ideia não era proteger a máquina das impurezas como eu estava a considerar, e sim proteger as pessoas delas, pois caso as impurezas entrassem na máquina, esta destrui-las-ía pela fervura. Senti-me envergonhada e estúpida, mas admiti.
A segunda foi uma longa e dura luta pelo significado de billions e biliões. Toda a gente insistia que era o mesmo, e eu insistia fervorozamente que havia uma diferença de zeros, que não se tratava de uma mera tradução ingles-português e vice-versa. Trabalhos foram traduzidos como se tratasse da mesma palavra, erros foram cometidos, e eu sempre a reclamar (devem-me ter chamado tantos nomes... ahah =P).
Num dia desta semana esbarrei com um artigo do Expresso que confirmava a minha absoluta razão. Um Billion vale menos que um bilião. Um billion equivale a mil milhões e um bilião a um milhão de milhões (cheguei a ter que convencer colegas de que mil milhões não eram a mesma coisa que um milhão de milhões).
É caso para dizer: Ser teimoso até pode ser uma qualidade. Somos odiados, falhamos muitas vezes, mas ao menos vemos o que os outros deixam passar! Mais vale insistir e estar enganado que assumir a primeira coisa que nos passa à frente!
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