Na vida há momentos em que nos vemos rodeados de dúvidas, incertezas, de momentos de loucura e momentos de vácuo. Este é um blog sobre esses momentos. Nota: É possível que se encontrem aqui fusões entre profissional e pessoal. É também possível que se encontrem textos de ficção sem aviso para tal, e vv, o que pode tornar a leitura deste blog algo confusa, por não se entender o que é realidade e o que é inventado. Considere-se avisado.
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domingo, 16 de janeiro de 2011
Fui à procura de uma imagem bonita de Amsterdam para colocar aqui, junto com a frase "Mal posso esperar por Fevereiro". Coloco no Google Images "Amsterdam February" e a primeira imagem que me aparece é esta. Avião cai na aterragem em Schiphol – Amsterdam, em Fevereiro de 2009.
Posto isto, e navegando contra a minha superstição, saliento os dois pontos positivos:
- O Schiphol – Amsterdam é um dos aeroportos mais seguros do mundo, e a notícia confirma-o: "Amsterdam has never had a disaster of this scale in it’s history of almost 100 years." - e que eu saiba não voltou a ter.
- O nosso avião parte de Portugal, não da Turquia, e o vôo é Iberia.
Sinto-me forçada a sublinhar no entanto que o vôo faz escala em Madrid 2 vezes por ser Ibéria, o que contando com ida e volta dá 4 descolagens e 4 aterragens - só a altura mais propícia a acidentes - e que só comprámos Ibéria porque esperámos e o vôo da TAP encareceu. Permitam-me ainda acrescentar que hoje o vôo da TAP está 20€ mais barato que o da Ibéria.
Sim, estes pensamentos - e piores - cruzam a minha mente quando compro um bilhete de avião.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O meu post de hoje é um pouco mais sério do que o habitual. Abordo este tema porque ele é cada vez mais frenquente, mais assustador. É sobre algo que acontece sem darmos grande importância, mas quando estamos de fora parece aterrador.
Falo de homens controladores, egoístas, machistas, possessivos e ciumentos. Não é brincadeira. Muitas vezes é difícil ver quando estamos a viver a situação, não valorizamos. Apesar de estarmos no século XXI, todos os meses conheço novos casos destes, sem os procurar. Mais próximos e menos próximos. Hoje foi mais um.
São homens que dizem "amar demais", que "nunca se sentiram assim por ninguém", que "não sabem o que se passa", que fazem "tudo por amor". Que "não é por mal". Homens que não suportam a ideia de ver a sua companheira ir trabalhar, ter sucesso, ver outros a admirá-la como pessoa, mulher ou profissional (sejam homens ou mulheres). Homens que têm ciúmes de tudo o que mexe. Mas são também homens que não querem sustentá-la, porque não estão para isso. São homens que seguem sempre os seus sonhos e bloqueiam os dela. A menos que esses sonhos lhes agradem.
Falo de mulheres que amam o seu companheiro. Que nutrem real amizade e carinho por ele. Que acreditam que não é por mal, que é por amor, que são apenas ciúmes. Falo de mulheres que desistem dos seus sonhos, que se demitem do emprego, que cortam relações com amigos - tudo para não ver a pessoa que amam triste, em baixo. Estão apaixonadas e tudo perde relevância quando é pelo seu amor.
Mais tarde, quando já perderam tudo, ele apaixona-se por outra pessoa. Desiste da relação por motivos que não têm valor numa relação de, às vezes, décadas. Porque stressa muito. Porque discute. Porque é muito independente. Porque anda sempre triste e a outra é tão alegre e bem sucedida.
Raras são as mulheres que se conseguem afastar deste tipo de pessoa. E eles vão-lhes roubando a vida, aos poucos. Se a mulher desistir, é porque arranjou outro, porque se fartou. Ele há-de chorar no ombro dos amigos, mas nunca irá lutar pela mulher que tanto dizia amar. Seguirá em frente e a mulher que tão forte foi ficará triste quando o vir com outra pessoa. Culpar-se-á. Fará tudo para o ter de volta. Ele não irá querer mais. Porque a outra é tão melhor que ela. E quando as coisas não resultarem, irá voltar. E o ciclo começa novamente.
Se eu pudesse, se eu ao menos pudesse, se isso mudasse alguma coisa, eu diria à P. que não desistisse, que não deitasse fora o trabalho de uma vida por ele. Mas não posso. Se eu pudesse, dir-lhe-ía tudo o que a A., a I., o T., a S. e outras poucas pessoas a quem confiei as minhas palavras, me disseram. Foram elas que me deram força, quando foi comigo. Se eu ao menos pudesse mudar.
Durante um ano eu repeti estas palavras, foram elas que me salvaram:
Quem ama não nos rouba a vida.
Quem ama deixa-nos voar para longe
Sem nos deixar ver as suas lágrimas,
Sem nos deixar ver as suas lágrimas,
Se for lá que aparentar estar a nossa felicidade.
Escrevo este post com o objectivo de chegar a alguém que esteja nesta situação. De dar força a alguém que esteja, eventualmente perdido.
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